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Anti-Kylie: O outro lado de Minogue

O site australiano Same Same, publicou um artigo interessante sobre os b-sides da Kylie. Confira a seguir na íntegra:

Desde 1989, quando eu era apenas um garoto de cidade pequena sonhando alto, tive a abençoada oportunidade de ver a Kylie Minogue ao vivo. Esta relação começou com a turnê inaugural, Enjoy Yourself, dance music anos 80, e Kylie tentando desesperadamente provar aos críticos (que, na época, eram numerosos) que eles estavam errados. Ela trabalhou da sua maneira através de um catálogo limitado (ela tinha dois álbuns nesta época) e empurrados através de sucessos como “I Should Be So Lucky”, “Wouldn’t Change A Thing” e “Hand On Your Heart”. O show foi simples, eficaz e fez o que era necessário no momento: introduzir Minogue para o grande público.

Desde então, Kylie se encontrou no palco, com uma notável presença ao vivo. Ela dominou o básico (com o show Intimate & Live e muito glitter), fez o que seu público pedia (travessuras em um cruzeiro gay em On a Night Like This Tour), foi artista de vanguarda (na fase Fever electro & sex), foi à Vegas (nas várias encarnações de Showgirls) e apresentou um grand finale espetacular (na parede telão da X tour e com a Splash Zone da Mega Afrodite).

Agora, vem com uma série de shows que há muito tempo estavam sendo aguardados: a Anti-Tour. Os hits se foram e o foco está no outro lado de Kylie: b-sides, demos, faixas inéditas. Este é um lado que poucos fãs de Minogue conhecem. B-sides revelam mais sobre a evolução de um álbum ou sobre o que o artista experimenta com o seu som. Kylie tem sido generosa com seus fãs nesta área e, abaixo, estão destaques do que você pode encontrar pesquisando e indo mais ao fundo no trabalho da cantora.

Ocean Blue (B-Side de “On a Night Like This”)
Despojada, de volta para as cordas simples e guitarra. Esta balada é o que faz de Kylie mais do que apenas uma simples potência pop, soando inocente, sincera e amada em todos os sentidos. É fácil ver por que ela não se enquadrava no contexto do álbum “Light Years”. O lugar certo seria no introspectivo “Impossible Princess”.

Change Your Mind (Aphrodite Era)
Com samples da música “Brazil”, do Deadamus, e escrita pelo vocalista dos Scissor Sisters, Jake Shears, “Change…” é um puro pop da Kylie que poderia ter sido um grande hit caso Alexis Jordan não tivesse usado o mesmo sample para seu hit de 2010, “Happiness”. Muita disputa nos bastidores de “Aphrodite” deixou de fora esta música. O hit que nunca foi…

Closer (B-Side de “Finer Feelings”)
Os anos 90 testemunharam o início da Euro-Dance/House e Kylie não ficou alheia a esse gênero. Soando incrivelmente datada em 2012, “Closer” está muito a frente de sua época. Aviso: o b-side é muito mais dance/house do que ofertava o álbum de 1991, “Let’s Get To It” (ouça também “I Guess I Like it Like That” do mesmo álbum). Vista uma velha camiseta, pegue seus Reeboks e reviva o popstar dos anos 90 que está em você.

If You Don’t Love Me (B-Side de “Confide in Me”)
Uma cover da banda Prefab Sprout de um single de 1992. Esta é centro das atenções, com Kylie brilhante. Uma balada simples, um piano e Kylie com o coração partido, entregando-se toda. Livre de “Stock, Aitken, Waterman PWL Hit Factory”, esta é a primeira faixa sugerida por Kylie, a artista e cantora – ao invés de Kylie, a máquina pop. Os fãs foram brindados com este número subestimado no ano passado, durante o momento mais íntimo de “Aphrodite”.

Say The Word – I’ll Be There (B-Side de “Word is Out”)
Tudo sobre o “Let’s Get To It” apontava para um som com influências house e euro R&B, mas, aqui, Kylie é movida para uma melodia simples, sempre mantendo os elementos SAW que funcionaram tão bem para ela até neste momento. Liricamente, é mais do mesmo, mas é evidente que Kylie ansiava por algo muito mais profundo durante os últimos anos na fábrica de hits PWL.

Made Of Glass (B-Side de “Giving You Up”)
Para “Ultimate Kylie”, Kylie gravou várias músicas para adicionar à sua coleção de hits mais célebres. Produzida por Xenomania (Girls Aloud, Cher, Gabriella Cilmi e Pet Shop Boys), “Made Of Glass” é notória por ser muito superior ao real Lado A (“Giving You Up” soa para os fãs como um dos piores singles de Kylie). Uma rádio australiana tocou mais essa música que o single principal. Pop Kylie no seu melhor, mas a batida foi perdida. A decisão de deixar de fora da coletânea “Ultimate” deixou muitos fãs verdadeiramente perplexos.

Just Wanna Love You (B-Side de “Hand on Your Heart”)
O material não lançado da época SAW tem realmente sido saqueado nas versões de inúmeras batidas, pacotes, remixes e faixas digitais. E esta faixa de 1989 é muito mais do que se espera de um B-Side. Melodia cativante e atrativa, mas não em sintonia com o álbum “Enjoy Yourself”.

Take Me With You (“The Other Sides” EP)
Indie Kylie: você não encontra muita coisa a seu favor fora da Austrália, mas a casa da Impossible Princess e sua turnê subseqüente, Intimate & Live, foram abraçados pelos fãs jovens e antigos – e isso ainda continua a ser a época em que Kylie parece mais confortável, criticamente aceita em casa e deixando-se equilibrar no campo pop com números mais profundos. Lançada em um CD bônus exclusivo até o momento, “Other Sides” é uma preciosidade. O motivo? “Take Me With You”. Mais de 9 minutos de duração e simplesmente uma das melhores faixas que Minogue já teve o prazer de criar. Percussão suave e uma entrega vocal que instantaneamente leva você para longe do mundo ao seu redor. Algum tipo de felicidade.

Paper Dolls (B-Side de “Spinning Around”)
Quando Kylie voltou ao cenário pop comercial, em 2000, com “Light Years”, este b-side que representa uma Kylie mais acústica, romântica e sincera não coube no contexto do álbum. Equilibrar a Kylie que anseia por ser ouvida com sintetizadores e adornos comerciais de pop… “Paper Dolls” é uma doce delícia que requer sua atenção.

We Know The Meaning of Love (B-side de “Tears On My Pillow”)
A era “Enjoy Yourself” está marcada com puro pop. Kylie, nesse momento, entrou no estúdio, foi devidamente entregue à letra e cantou o que foi pedido a ela. Criatividade mínima necessária. Muito superior a algumas das faixas selecionadas para o álbum.

Boy (B-Side de “Can’t Get You Out of My Head”)
“Fever” é o ponto alto comercial de Kylie e este b-side de 2001, ajustando a sensação electro-pop, merecia inclusão no álbum. Soa errado não classificar a faixa como uma das melhores da era “Fever.” Uma demo no caminho para algo maior (falta uma batida forte em seu refrão), mas digna de seu tempo.

B.P.M (B-Side de “I Believe in You”)
Muitos b-sides de Kylie mantém um sentimento mais calmo. Não este aqui. Gravado durante as sessões de “Body Language”, mas exagerada no seu tempo para o estilo do álbum com batida R&B pop, “BPM” é divertida, com pop enérgico e descartável. “Body Language” foi muitas vezes criticado por afastar-se do gênero pop e sua necessidade de buscar um público nos EUA, mas esta música teria acalmado seus fãs famintos.

Good Like That (B-Side de “In Your Eyes”)
O funcionamento interno da KylieINC no momento da Fever/Body Language parece empurrar, no sentido de uma maior sensação, o pop dos EUA. Enquanto isso, o álbum “Body Language”, atrapalhou-se e empurrou a questão ainda mais longe. Em “Good Like That” você pode ouvir um equilíbrio agradável entre o pop americano e pontos fortes de Kylie, melodias simples entregues com um vocal forte. Um passo longe do gênero eletrônico do tempo.

Loving You (Ultimate Kylie Era)
Produzida por Xenomania e muito parecida com “Made Of Glass”, um verdadeiro single. A música traz um pop de qualidade com verdadeiro potencial, mas até hoje não foi lançada. Às vezes, você realmente quer saber quem é o responsável pela lista de músicas que estarão no álbum, mas, hey, você não pode agradar a todos!

Cherry Bomb (B-side de “Wow”)
Faixa produzida por Bloodshy & Avant que ajusta uma aproximação acidental do álbum X e combina com músicas como “Speakerphone” e “Nudity” no seu estilo experimental. Muitas faixas foram gravadas durante a doença de Kylie e não é difícil ver por que essa faixa não fez parte do álbum, apesar de ter uma visão interessante do processo de produção do álbum.

Do You Dare (B-Side de “Give Me a Little More Time”)
DanceKylie nunca foi mais proeminente do que nesta música heavy house de 1991. Lançada para clubes com o nome de “Angel K” (para ignorar o DJ Too-cool que estava se recusando a tocar Kylie na época), ela foi bem recebida na cena de clube britânica. A música oferece uma adição bem-vinda para a máquina Kylie de hits pop.

Love Takes Over Me (B-Side de “Cowboy Style”)
“Impossible Princess” permanece como um divisor de águas para Kylie em termos de criatividade. Gravado ao longo de dois anos e livre de restrições de gravadoras, o LP resultante mostra Kylie em sua mais pura essência. As faixas deixadas pela gravação inicial são verdadeiras jóias a serem descobertas. “Love Takes Over Me” é uma das melhores, onde Kylie soa perigosa, sombria e selvagem. Impecavelmente produzida e encaixando-se perfeitamente com o seu som do tempo, é um b-side difícil encontrar, mas que vale muito a pena ser descoberto.

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Tags: Anti-Tour B-Sides Publicado por Erison em 19 de março de 2012 às 20:26

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