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Anti Tour com sotaque britânico

“Kylie Minogue gosta de nos manter perto de seu peito”. Foi assim que Rachael Wheeler, do Daily Mirror, descreveu a apresentação da Kylie no Manchester Academy, no último dia 1. O texto da jornalista teve maior foco no figurino da cantora, em especial na camiseta, que tinha como estampa uma capa do Daily Mirror de 1964. “Esse, a partir de agora, deveria ser o nosso uniforme”, brincou Wheeler.

Já em relação ao show, quem mais trouxe detalhes foi Dianne Bourne, do Manchester Evening News. Definindo Kylie como a rainha do Manchester Arena nos últimos dez anos (segundo Bourne, ela foi a intérprete que mais fez apresentações para um grande público no local), ela aponta que a Anti Tour é, como reviews australianas já haviam indicado, o surgimento de uma Kylie mais casual.

Os ingressos para o show em Manchester começaram a ser vendidos apenas uma semana antes o que, segundo a jornalista, parecia indicar uma April’s Fool Joke (algo como as piadas do primeiro de abril aqui no Brasil). Porém, Bourne não faz questão de esconder sua surpresa:

Os dois mil sortudos que conseguiram ingressos estavam felizes em ver a princesa do pop presenteando a todos com um estilo extraordinário.

Kylie, segundo o relato, estava entusiasmada com a recepção em Manchester e disse que é sempre bom estar de volta à cidade. Para Bourne, Kylie, mesmo sem o clássico repertório, estava entregando algo de mágico ao público presente.

“É como se estivéssemos ouvindo algo secreto, especial, único. Estávamos próximos dela. E isso é o que qualquer fã de música poderia pedir. Os que estiveram presentes no show podem se considerar muito, muito, muito sortudos”.

Em Londres, a reação não foi diferente. Emily Jupp, do The Independent, que estava presente no showm diz que “vamos do sentimento de uma sexta à noite em um club gay com Too Much, passamos por um despertar religioso com a espirituosa Bitersweet Goodbye, até uma noite de karaokê com todos dançando ao som de Got to Be Certain“. Judd define Kylie como uma estrela graciosa e inabalável, sempre distribuindo euforia para a multidão.

Na apresentação de Londres, segundo Judd (que deu a classificação máxima de cinco estrelas para o show), Kylie continua dedicado Tears on My Pillow para o seu pai, mas é em canções como Enjoy Yourself que o público mais interage com a intérprete:

Ela se despede e não precisa de glitter. Ela, por si só, já é cheia de brilho.

A proposta da Anti Tour, por outro lado, parece não ter sido entendida por algumas pessoas, como Neil McCormick, do The Telegraph.

O jornalista afirma que a cantora não deve ter refletido direito sobre a ideia de fazer um show sem hits. Para ele, as canções escolhidas para a Anti Tour são “…sem substância e com muito pouco que Kylie possa redimir em um show sem virtudes, surpresas musicais, brilho ou músicas memoráveis”. Mais contundente ainda, ele afirma que a Anti Tour é uma celebração dos momentos que deram errado na carreira da australiana. (?!)

McCormick, como bem sabemos, é minoria na jornada da Anti Tour: depois de passar pela terra natal da cantora, a proposta também conquistou o Reino Unido.

E os fãs, claro, não poderiam deixar de expressar o seu encantamento. Um deles, que utiliza o codinome 4aBetterWorld, no fórum SayHey, diz ter ficado imensamente orgulhoso com o que viu na apresentação em Londres:

Ele conta, inclusive, que esteve com uma mulher na plateia que não conhecia absolutamente nada sobre Kylie e que, após o show, estava em êxtase com a apresentação, disposta procurar outros trabalhos da Kylie. Esse fato, automaticamente, já invalida a afirmação de McCormick sobre a Anti Tour ser um evento que não funciona sem hits.

4aBetterWorld espera ver boas críticas da Anti Tour, especialmente porque não acredita como alguns reviews em relação ao show possam ser tão desestimulantes. Para ele, essas pessoas não viram a mesma apresentação e tais comentários negativos só fazem um desserviço a essa “fabulosa performance”, onde “os críticos deveriam reconhecer o entusiasmo da plateia, mesmo que o show não conseguisse satisfazer os seus gostos particulares”.

Ou seja, no final das contas, a Anti Tour sempre vence… Parabéns, Kylie!

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Tags: Anti-Tour Reviews Publicado por Matheus Pannebecker em 5 de abril de 2012 às 02:11

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