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Kylie faz jus à lenda

Confiram o review publicado pelo jornal Bangkok Post sobre o show da Aphrodite Tour, realizado em 25 de junho, na cidade de Bangkok, capital da Tailândia.

Kylie retornou à Bangkok mais uma vez depois de seu último show que esgotou ingressos em 2008. Desta vez, ela veio como uma deusa do amor, Aphrodite, também o nome que ela escolheu pro seu mais recente álbum e turnê mundial.

Você não precisa conhecer a mitologia Grega (bom, apenas leia um pouco de Percy Jackson para captar algumas idéias caso você não possa pegar livros grossos) para ver que a produção do show de Kylie se passa em torno da mais justa dos Olimpianos. A diva pop faz referências à deusa durante todo o show com seus acessórios, trajes e movimentos aéreos no palco.

A Aphrodite veio até a terra em uma concha, e foi assim que Kylie desceu até o palco através de uma prancha hidráulica que presenciou muita ação ao longo da noite. Kylie abriu o show com Aphrodite, seguida por The One e Wow. Ela apresentou ao ansioso público tailandês cerca de 20 canções tiradas de seus álbuns antigos e recentes. Deve-se ficar claro que os números mais recentes falharam em ser sucesso com esse público, provavelmente não familiarizado com estes sons. A fusão de sucessos e novos sons é costumeiro em cada performance, mas muitas faixas desconhecidas, principalmente para a audiência tailandesa, às vezes pode produzir letargia e murmúrios.

Claro, hits como Slow, In My Arms, Spinning Around, Better the Devil You Know, On a Night Like This e All The Lovers se saíram muito bem. I Should Be So Lucky e alguma versão de Locomotion fizeram falta aos fãs mais velhos que desejavam ser levados de volta aos anos 80, lembrando seus penteados. Can’t Get You Out of My Head, uma das melhores faixas da Kylie, passou por um tratamento de rock. Ficaríamos contentes só com uma faixa de fundo de apoio e a Srta. Kylie cantando por cima.

A própria deusa do pop nunca esteve uma cantora tão vigorosa ou versátil, mas ela é uma artista que tem garra. Seus tons podem ser estridentes e nasais às vezes, mas, falando sério, Kylie é reconhecida por suas performances sinceras, atitudes amigáveis, produções de primeira e carisma. Ela é como se fosse a amiga diva da casa ao lado em tamanho menor, que você pode chamar pra falar de problemas com rapazes.

Kylie usou sua habilidade de encantar todos desde o primeiro minuto até o fim do show, e seu improviso de convidar uma drag queen local e outro fã de carteirinha pra subir no palco arrancou vários “awwww” em todos nós. Os mais reclamões diriam que a Kylie é uma versão pantomímica da Madonna, mas, fala sério, deem um tempo pra garota! Ela passou por câncer e desastres de carreira, e ela sempre dá um jeito de voltar jovialmente.

A deusa Afrodite nasceu da espuma dos oceanos depois que o titã Cronos cortou a genitália de Urano e a jogou no mar. Legal, não? Considerando isso, precisa ser dito que a Kylie levou a origem de Afrodite muito a sério – porque as genitálias masculinas foram muito referenciadas, seja com as poucas roupas dos dançarinos ou os visuais gigantes de homens bonitos seminus.

Com a ajuda do tamanho impressionante dos telões, o primeiro conjunto de visuais foi um espetáculo subaquático, mas na medida em que os outros palcos foram aparecendo, a inconsistência se tornou mais irritante. Alguns trabalhos visuais pareciam designs baratos de camisetas JJ, enquanto outros pareciam ter sido criados por desistentes da escola de artes.

Um visual mais limpo nesse sentido teria sido mais satisfatório. Desenhados por D&G, os trajes de Kylie e de seus dançarinos com certeza vão inspirar muitas drag queens. Túnicas modernizadas eram abundantes, enquanto acessórios de afirmação adornavam todos no palco. Sua equipe de dançarinos foi eficaz, mas não tinha nada que chamasse a atenção. A incorporação da dança estilo ‘daggering’ chegou meio tarde, mas foi entretecedora ao mesmo tempo. Ter contratado performers no estilo Cirque du Soleil adicionou glamour.

O aspecto mais comentado da noite de Kylie em Bangkok deve ter sido sua beleza radiante e seus acessórios igualmente radiantes da escultura de Pégaso, a concha dourada e a carruagem. Estes arrancaram “oohs” e “aahs” toda vez que apareciam.

Eu não diria que foi uma noite memorável para toda a minha vida, mas a deusa e seus companheiros serão muito bem vindos sempre que ela quiser voltar.

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Tags: Aphrodite Tour Publicado por James Sabel em 28 de junho de 2011 às 21:48

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