Kylie.com.br

Kylie: A Aphrodite mais poderosa

O jornal norte americano Boston Herald publicou um review sobre a Aphrodite Tour que passou pela cidade no dia 29 de abril. A autoria do review é de Jim Sullivan, confira:

A turnê “Aphrodite – Les Folies” de Kylie Minogue é nada mais, nada menos do que um espetáculo, repleto de elementos da mitologia Grega.

No início do show de duas horas no Agganis Arena na sexta-feira, ela foi erguida por trás do palco, acolhida por uma concha gigante e dourada. Vestindo pequenas asas brancas nas orelhas, ela vestia também um mini-vestido de toga branca e um cinturão dourado.

I got you on my side. It’s just a roller ride. It’s the truth, it’s a fact. I was gone and now I’m back… ela cantou, ao som dance-pop de Aphrodite.

Crianças, vocês podem achar que Minogue está roubando o estilo de Lady Gaga, mas a pequena australiana tem 42 anos de idade, e é uma rainha do pop e do dance por mais de duas décadas na sua terra natal e no Reino Unido. (Ela teve seu primeiro hit quando Gaga tinha 2 anos.) É aqui nos Estados Unidos que ela ainda está estourando, e por isso – seu primeiro show em Boston e o segundo de uma turnê norte-americana de 14 datas – ela atraiu nada mais, nada menos que 2.600 pessoas.

Ao longo do show, Minogue saiu e entrou frequentemente, usando oito trajes desenhados por Dolce & Gabbana. Entre suas re-entradas estavam aquela com o cavalo alado Pegasus (“Illusion”), uma carruagem puxada por escravos masculinos (“I Believe in You”) e, finalmente, em uma plataforma circular para encerrar o concerto com “On a Night Like This” e “All the Lovers.”

Foi uma turbulência de ações bem amarradas entre si, frequentemente homoeróticas, embaladas em sete tipos de cenário. O papel mais proeminente de Minogue foi o de Deusa Grega. Ela divide o palco com um grupo de dançarinos quase sem roupas, sete homens e sete mulheres. Oito membros fizeram performances de trapézio. Uma banda de quatro membros tocaram num elevado atrás dela. “Sem a banda, não tem dança!” Minogue diz, ao apresentá-los. Ah, sim, os músicos! Estávamos lá pra ouvir a música!

De certa forma. Muitas referências surgiram ao longo da noite: “Spartacus”, Cecil B. Demille, Cirque du Soleil, modelos da Calvin Klein, Madonna. Os dançarinos vestiam enormes asas de anjo durante “Looking for an Angel” e “There Must Be an Angel” do Eurythmics.

Apesar disso, primariamente Minogue estava canalizando a Cher – a mulher que sempre sabe do que os meninos gostam e nunca se retira de campo, alternatividade e teatralidade exagerada.

Minogue tem uma voz fina, pesar de ser auxiliada por duas cantoras de backup. Mesmo assim, os vocais dela estavam enterrados pelos sintetizadores e ritmos. Mas Minogue é mais estrela pop do que cantora, e seu show foi um sucesso como algo que impressiona. O que também transmitiu a sensação de que muito do seu disco-pop, ao mesmo tempo que efervescente, era efêmero e sem muito modismo.

No entanto, foram suficientemente apertados os botões de prazer. A alegria veio através da mistura de danças provocativas e acrobacias, e com as imagens no telão traseiro. Minogue providenciou a trilha sonora, ora contagiosa, ora inócua. Perto do fim, ela deu um ponto alto, nos surpreendendo com seu primeiro hit, o cover de 1988 de “The Loco-Motion”.

Comentários ()
Tags: Aphrodite Tour Publicado por James Sabel em 1 de maio de 2011 às 22:50

Você pode se interessar também por:

Facebook

Twitter

Copyright © 2004-2017 KYLIE.com.br - Kylie Minogue Brasil. Todos os direitos reservados.

Designed por Leo