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Entrevista com William Baker

Você é o melhor amigo de uma princesa do pop. Você trabalha com grandes divas do mundo. Você faz o figurino de muitas mulheres. Você está fadado a ser extrovertido, certo? Errado. Pelo menos não é assim com William Baker, diretor artístico da Kylie. Ele, que a própria cantora considera como seu “marido gay”, estava quase tremendo antes de conceder uma entrevista à Antonia Hoyle, do caderno domunical Faboulous, do The Sun.

Eu não dou entrevistas! Acho que atiraria em mim mesmo se tivesse que ir para a frente de uma multidão como Kylie faz!

Só que bastou o nome de Kylie aparecer na conversa que Baker já conseguiu relaxar. Eles se conheceram em 1994, quando ele conseguiu um emprego na loja Vivienne Westwood. Um dia, Kylie entrou no estabelecimento. Começaram a conversar e logo Baker já estava bombardeando a cantora com várias ideias. O resultado? Foram tomar um café juntos e logo ela o contratou como seu estilista.

Eu podia sentir o potencial dela!

E ele ajudou a cantora a extravasar ainda mais o seu potencial. Mas foi o famoso short dourado do clipe de Spinning Around, em 2000, que selou, de uma vez por todas, a parceria entre os dois. Ele conta que precisou convence-la a usar a peça que custou apenas 50 centavos em um brechó em Londres.

Cinco anos depois, no entanto, William abandonou Kylie no meio da tour Showgirl. E rumores apontavam que os dois tinham acabado a parceria devido a uma grande briga.

A verdade é que nós nunca brigamos. Só que a turnê estava estressante. Kylie estava doente e eu não sabia. Foi apenas… Difícil. E, até então, tudo tinha sido fácil. Foi apenas complicado.

A época, que também foi delicada para a cantora devido à descoberta do câncer de mama, ainda abalou o estilista.

Eu não sabia o que era ter um amigo doente… E não posso imaginar o que ela passou. Deve ter sido apavorante, mas ela é forte, uma sobrevivente.

Ou seja, ao contrário do que os rumores vendiam na época, os dois continuam trabalhando juntos – e ele faz questão de dizer que Kylie continua sendo sua melhor amiga.

Nós saímos para jantar ou apenas para tomar muito café. Nós somos amigos há tanto tempo que temos nossos próprios códigos. Nós não precisamos necessariamente falar.

A entrevista, em determinado ponto, segue outro rumo: a carreira de William Baker em si. Ao longo de sua carreira, o estilista e diretor criativo já elaborou figurinous e dirigiu turnês e videoclipes dos mais variados estilos: de Björk e Rihanna até Britney Spears. Britney, por sinal, é um caso a parte comentado por ele, em especial a época em que ambos trabalharam juntos na turnê Circus. Baker conta que Britney estava frágil e que foram passadas várias idéias para ela, mas no final, ela cancelou tudo e fez como ela queria.

Por outro lado, prefere não falar sobre os homens com quem já trabalhou: “Heteros são mais agressivos. Eles simplesmente dizem: ‘eu não vou usar essa merda’. Mas ano passado trabalhei com o One Direction e eles amaram as roupas.”

O estilista ainda não tem 40 anos, mas parece que tem muito pouco a almejar devido a tudo que já conquistou em sua carreira: “Eu amaria trabalhar com Madonna. Ela é incrível!”.

William, que está solteiro e mora em Londres, se descobriu gay na adolescência, revela: trabalhar com mulheres ajuda. Com elas, me sinto seguro. Para alguém que lida com figurinos, não se considera um exemplo de obra de arte: “Coloco qualquer coisa, sou meio desleixado”, confessa.

E isso é o que existe de mais terno em William: ele pode estar cercado de estrelas, mas no fundo, ele é um cara bem normal.

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Tags: Entrevistas William Baker Publicado por Matheus Pannebecker em 11 de agosto de 2012 às 17:13

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