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Entrevista na íntegra para o Sunday Morning Herald

Kylie conversou com Andrew Hornery do Sunday Morning Herald sobre seus 25 anos de carreira e como ela passou da rejeição para a fama. Confira a entrevista na íntegra!

Na véspera da sua entrada para a Galeria da Fama da ARIA, Kylie Minogue está em um raro momento de reflexão.

Ao contrário das campanhas de mídia anteriores, que normalmente envolviam promover um novo álbum, show de turnê, perfume, linha de lingerie ou lençóis, para esta entrevista com o PS (Private Sydney), não havia roteiro.

Sentada em um quarto privado do Sheraton no Park Hotel na quinta-feira, elegantemente usando um vestido embelezado por botões de pérola, e abraçando sua recente transição para morena, não há duvidas de que a estrela parece anos mais jovem do que 43.

E sim, o muito comentado mas estonteantemente bonito rosto se move e existem até poucas linhas fracas nele, provavelmente resultado de seu sorriso que é marca registrada, que ela expõe sem precisar de muito.

No entanto por baixo de tanto gloss do showbiz, Minogue deu um jeito de se agarrar a um senso realista e refrescante de quem ela é e qual seu lugar no mundo.

Kylie vendeu aproximadamente 70 milhões de discos, juntou uma fortuna estimada em mais de $ 100 milhões e foi premiada com um OBE pela Rainha.

No próximo ano fará 25 anos desde o lançamento de The Locomotion, seu primeiro single, que passou sete semanas na primeira posição nas paradas australianas, vendendo 200,000 cópias.

Naquela época Neighbours estava no ar na Inglaterra, e Minogue e seu empresário de longa data Terry Blamey estavam logo em um avião para Londres para se encontrar com a maior fábrica de hits pop: Stock, Aitken & Waterman.

Mas quase não aconteceu.

Sim, eles esqueceram que eu estava vindo. Estávamos lá por uma semana arranjando coisas pra fazer. Eu ainda estava em Neighbours na época e foi muito difícil arranjar tempo livre. Acho que fui reconhecida talvez uma ou duas vezes, as pessoas ainda não eram tão fanáticas.

Fomos ao Harrods, em turnês de ônibus, no Madame Tussauds, então finalmente, no último dia, escreveram I Should Be So Lucky. Eu estava completamente estressada e fui até lá, cantei e logo voei de volta para Melbourne.

O que ela achou da música?

Sinceramente não consigo me lembrar, eu estava com tanta pressa que só fiz a gravação e tive que voltar para Melbourne.

A música foi seu primeiro número 1 britânico, e pelos próximos dois anos seus primeiros 13 singles atingiram o top 10 britânico.

CRESCIDA
Apesar do sucesso e da tenra idade de 21 anos ela queria mais.

Por muito tempo no começo da minha carreira, meio que usei o que eu sabia sobre atuação, onde te dão suas falas, você as recita e aí te apontam uma direção. Eu fazia o que pediam pra mim. Acho que foi por isso que me integrei ao Stock, Aitken & Waterman tão bem, mas isso acabou sendo frustrante pra mim, porque eu queria estar mais envolvida. Queria ter outro nível de satisfação.

A transição de Minogue de marionete pop para as pistas de dança foi bem documentada, e como o PS anunciou na quarta-feira, ela associa o despertar de sua fase adulta ao seu amante na época, Michael Hutchence.

Mas houve outras personalidades de influência. Em 1994 ela concordou em gravar um dueto com Nick Cave, que na época era uma das mais improváveis parcerias da indústria da música – a cantora queridinha tocando junto com o “Príncipe das Trevas”.

Where the Wild Roses Grow era uma faixa sombria e melancólica de forma fora do comum para Minogue. Mas trouxe a credibilidade artística que ela tanto queria e permanece sendo uma das suas preferidas, assim como para o “grande amigo” Nick Cave.

Vi Nick não faz muito tempo em Londres. Sempre saio no abraço quando o vejo. Talvez poucas pessoas associariam isso com o Nick Cave, mas ele tem uma presença tão forte, diz Kylie, sorrindo amplamente.

Toda minha experiência com ele foi nada menos que linda, realmente linda. Ele sempre foi muito gentil comigo. Soube que ele acreditava em mim por muito tempo antes de gravarmos Wild Roses. Passaram-se vários anos antes de eu saber que ele queria trabalhar comigo. Isso significava que ele não estava sendo pós-modernista ou irônico, ou rindo da minha cara ao fazer esse dueto. Ele genuinamente acreditava em mim e ainda acredita… Serei eternamente grata a ele por isso.

SPINNING AROUND
Por muito tempo venerada como uma perita em reinvenção, quando perguntaram se ela ainda tinha o poder de surpreender a audiência, Minogue replica: “Espero que sim, pelo meu bem!” Mas ela é a primeira a admitir que nem todos os riscos valeram a pena.

Eu já fui o que há… e também não. Acho que tenho apenas que fazer o que faço. Posso apenas ir em frente. Não existe um grande plano e não tenho uma bola de cristal.

Sua habilidade camaleônica de transformar novas fases em sua carreira faz com que ela seja constantemente comparada com outra rainha pop da reinvenção: Madonna.

Mesmo depois de dividir a mesma esfera pop e de viver na mesma cidade por um período tão longo, o par mal se conhece.

Sou uma grande fã da Madonna, acrescentando quase como uma reverência: “Como pode alguém não amar a Madonna?”

CASO DE FAMÍLIA
No centro do mundo de Minogue está sua família: irmã Dannii, irmão Brendan e os pais Ron e Carol, que ela admite que preferem ficar fora do centro das atenções, e “provavelmente não estarão no ARIAS” mas estarão assistindo com orgulho à distância.

Seus pais foram de suma importância no seu sucesso, assim como no de Dannii. Até poucos anos atrás Carol ganhou crédito por muitos dos trajes de palco de sua filha estrela, bem, até que ela perdeu o tão cotado posto para outros como Dolce&Gabbana e Jean Paul Gaultier.

Quando ela esteve publicamente batalhando contra o câncer de mama, passando por um tratamento desgastante, foram seus pais que constantemente ficaram ao lado da sua cama, ajudando-a “a encontrar força e os meios para lidar com isso”.

Com eles, posso esquecer que sou uma personalidade pública. Adoro poder fazer isso. Acho que a total separação da minha identidade pública é possível quando estou com minha família, meus sobrinhos e meus avós.

É uma história completamente diferente. Se eu não tivesse isso acho que não conseguiria lidar com o resto.

Sou muito sortuda por tê-los [os pais] como ótimos modelos.

Somos muito unidos e reservados, mas eles têm nos dado muito apoio ao longo dos anos. Quando Dannii estava no Young Talent Time, eles não enviavam carros para pegar as crianças. Eram os pais, normalmente minha mãe, que tinha que dirigir até lá, pegar as malas, cuidar do guarda-roupa.

Minha mãe tem se envolvido bastante e meu pai foi quem ralou muito para nos dar suporte.

Eles não tinham nada quando começaram. Foi um grande acontecimento quando adquirimos um radiador. Acho que é por isso que somos bem realistas sobre quem somos, o que fazemos e o sucesso que tivemos. Nunca nada nos foi dado de mão beijada.

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Tags: Dannii Minogue Entrevistas Familia Madonna Stock Aitken Waterman Publicado por James Sabel em 7 de dezembro de 2011 às 11:26

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