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Especial: X

Lançado no dia 21 de Novembro de 2007, “X” foi décimo álbum de estúdio da Kylie e o primeiro após sua luta contra o câncer de mama. Mesmo com uma confusa promoção da gravadora, a qualidade de “X” era incontestável, o que rendeu ao álbum uma nomeação ao Grammy Awards, na categoria melhor álbum eletrônico/dance.

O período de reclusão em Melbourne, enquanto se recuperava, proporcionou para a cantora toda a inspiração necessária para escrever faixas intimas e sentimentais, como “Cosmic” e “No More Rain“, cuja letra fala sobre ter novas oportunidades na vida e retrata a ânsia da cantora em voltar aos palcos.

Todo o carinho e apoio que recebeu durante o tratamento do câncer é retratado em várias frases da canção. Mas o álbum como um todo é longe de ser melancólico. Kylie afirmou na época que gostaria de apresentar algo divertido, dançante, assim como seus últimos lançamentos:

Eu quis lançar algo que as pessoas pudessem ouvir quando estão se preparando para ir para a balada ou quando estão nela. No álbum, também há canções que fazem menção aos meus últimos dois anos, mas não quis priorizar isso.

Foram necessários 18 meses em estúdio para gravar o repertório e outros números impressionam: acredita-se que a cantora tenha gravado mais de 50 faixas e várias canções permanecem desconhecidas.

Inicialmente, cogitava-se o titulo de “Magnetic Electric“, mas o álbum foi rebatizado para “X”. A canção de mesmo nome foi incluída posteriormente como uma faixa bônus em algumas edições.

Para promover o álbum, a rede de TV britânica ITV1 exibiu o The Kylie Show em fevereiro de 2007. O programa especial contou com a participação de Dannii Minogue e Jason Donovan em esquetes de humor. Com a presença da Royal Philharmonic Orchestra e o grupo de dança Crazy Horse Girls, Minogue apresentou novas canções em meio ao seus sucessos antigos.

As gravações em estúdio tiveram início no Echo Studios, em Los Angeles. A parceria com Jake Shears e Babydaddy resultou em “White Diamond“. A cantora também recrutou parceiros antigos como Richard Stannard, Julian Peake e Paul Harris e, dessa reunião, surgiram as faixas “Stars“, “Fall for You“, “Everlasting Love” (renomeada para “Ruffle My Feathers“) e “I Don’t Know What It Is“.

Produtores como Cutfather e Jonas Jeberg extraíram o melhor da Kylie em faixas como “Rippin’ Up the Disco“, a baladinha R&B “All I See” e a deliciosa “Like a Drug“, que traz um sample da música “Fade to Gray” do Visage.

A parceria entre Serge Gainsbourg e Brigitte Bardot em “Bonnie and Clyde” cedeu seu sampler para dar vida à “Sensitized“, que tem como produtores Guy Chambers e Cathy Dennis.

Resultado da parceria com Kish Mauve, “2 Hearts” foi escolhida como o primeiro single que Kylie lançaria em três anos. A pedido dos produtores, a canção foi gravada diversas vezes até o nível de perfeição ser alcançado.

Lançada em 9 de Novembro, chegou ao topo das paradas da Austrália e na quarta posição no Reino Unido.

A canção recebeu críticas mistas. Para o The Guardian, a música “oferece um ar glam vencedor” e o The Boston Globe destacou a canção “como a melhor canção dance do álbum”. Mesmo não lançada nos Estados Unidos, a Rolling Stone classificou a canção como 94º na lista das 100 Melhores Canções de 2007 e, no mesmo ano, a faixa ocupou a 40º posição do Top 50 Stylus Magazine. Dirigido por Dawn Shadforth, o vídeo apresenta um clima escuro e sombrio, inspirado no filme “Some Like It Hot”, protagonizado por Marilyn Monroe.

A parceria com o produtor, até então pouco conhecido, Calvin Harris, resultou no segundo single do álbum: a eletrizante “In My Arms“. Recebendo ótimas criticas, a faixa alcançou o top 10 em vários países europeus.

Os óculos futurísticos e as fortes cores marcaram o estilo do clipe, dirigido por Melina Matsoukas. “In My Arms” se tornou o maior sucesso do álbum.

Na Europa e Australia, “Wow” foi lançada como segundo clipe e, mundialmente, a canção se tornou o terceiro single do álbum. A forte batida dançante e eletrônica recebeu excelentes críticas de veículos especializados. O single físico trouxe três novas faixas: “Carried Away“, “Cherry Bomb” e “Do It Again” – sendo as duas últimas apresentadas recentemente na Anti Tour.

O vídeo de “Wow” também foi dirigido por Melina Matsoukas e foi filmado em Los Angeles, junto com o vídeo de “In My Arms”. No Reino Unido o vídeo sofreu censura por não seguir as orientações devido ao uso do luzes estroboscópicas. A versão alternativa foi lançada na semana seguinte, eternizando Minogue dançando em uma boate futurística. Nas paradas, conseguiu a 5º posição no Reino Unido e a 11º na Australia.

Para o mercado norte americano, “All I See” foi lançada e alcançou a posição #3 na Dance Club Charts da Billboard. Uma versão com o rapper Mims foi enviada para as rádios e incluída em edições especiais do álbum.

Filmado nos intervalados das gravações das projeções da turnê X2008, o clipe foi dirigido por William Baker e, em preto-e-branco, traz Kylie ao lado do dançarino Marco da Silva. Posteriormente, uma versão acústica foi liberada. A faixa foi classificada pela Billboard como a 26º mais tocada em clubes dos Estados Unidos de 2008.

Em Julho de 2008,”The One” foi lançada como single promocional. Escrita por Minogue e com samples de “I’m the One“, do grupo Laid, a faixa foi elogiada por sua composição musical e conteúdo lírico. Mesmo sem promoção, a canção alcançou a 36º posição nos charts do Reino Unido. Nick Levine, da Digital Spy, descreve a canção como “um lembrete que Kylie esta em sua melhor forma e ninguém pode tirar isso dela”.

Após muitas especulações, o esperado vídeo da canção foi lançado em Agosto de 2008. Em perfeita sincronia, Ben Ib articulou o excelente remix produzido pelo duo Freemasons com imagens caleidoscópicas da Kylie e dos dançarinos Jason Beitel e Nikki Trow.

Elogiada por ser extremamente moderna e progressista (especialmente para um público americano), a faixa “Speakerphone” ganhou notoriedade na mídia após Madonna a incluir em seu playlist, que posteriormente foi disponibilizado para compra no iTunes. Segundo a cantora, a produção de Bloodshy & Avant é a melhor canção de X. O blogueiro Perez Hilton também declarou seu afeto pela faixa, encorajando a australiana a lançá-la.

Kylie considera “Speakerphone” uma de suas faixas preferidas do álbum. O vocal agudo revela uma canção mágica, com a capacidade de fazer as ondas sonoras atravessarem todo o corpo.

Certamente, “X” é um divisor de águas na carreira da australiana e seu legado na musica pop é irrevogável. O álbum, que vendeu cerca de 1 milhão cópias, teve indicações para o Grammy Awards de ‘Melhor Album Eletronico/Dance Album’, ARIA Music Awards e BRIT Awards.

A mistura eclética de sons de “X” proporcionou para Minogue a oportunidade de explorar e desenvolver um novo show inovador e audacioso: a aclamada KylieX2008 Tour. Em perfeita continuidade e sincronia, Kylie mostrou que, usando uma roupa de cheerleader ou cantando sobre uma caveira gigante, “X” tem um propósito: inovação.

A direção de arte do “X” é um show à parte. Em um de seus melhores trabalhos para a cantora, o designer gráfico, Tony Hung, desenvolveu uma tipografia exclusivamente para o álbum. Cores fortes, vibrantes e muitos contrastes também fazem parte da belíssima identidade visual do álbum.

A partir de “X”, o eletropop passou a ter maior notoriedade e se difundiu para o mercado fonográfico. De acordo com o tabloide britânico The Sun, em 2007, Britney Spears afirmou que desejaria que suas músicas fossem “um cruzamento entre Madonna e Kylie, com um toque eletrônico”. No mesmo ano, a cantora trabalhou com alguns produtores que Kylie já havia trabalhado, dando vida a Blackout, outra forte referência no eletropop.

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Tags: Especial X Publicado por Felipe Sudré em 24 de novembro de 2012 às 23:50

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