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Excelente resenha nacional sobre “X”

Confira uma resenha sobre o novíssimo álbum da Kylie – "X" publicada pelo site da Skol Beats:

Kylie Minogue dá 10 sem tirar na pista





Matrona do pop prova ainda conseguir um som fresco e, aos 40, ser mais sexy que muita menininha loira por aí…

Por Chico Felitti

É provável que você não conheça muito – ou nada – sobre Kylie Minogue. Por mais que esta australiana seja estrela de grandeza maior na Europa e tenha conseguido realizar a hercúlea tarefa de conquistar os EUA, no Brasil sua penetração é mínima. O porquê de artistas como ela e Robbie Williams não passarem da linha do Equador continua sendo um mistério inexorável. De qualquer forma, quem não conhece trabalhos anteriores da diminuta rainha do pop inglês – que acaba de se livrar de um tenebroso câncer de mama – terá a oportunidade de um ótimo primeiro contato com X.

Décimo álbum da cantora – como o nome denuncia -, X marca uma bem-vinda guinada na trajetória de quem até o último álbum disputava com Sophie Ellis Bextor e Lily Allen o manto de rainha da voz. Bem-resolvida e madura – já não era sem tempo, afinal madame Minogue está com quase 40 anos nas costas -, ela decidiu usar seu talento vocal em nome de um som mais eletrônico. Para isto, invocou produtores peso-pesado do e-mundo, como Dennis Chambers e o prodigioso Calvin Harris, e conseguiu um resultado impressionante.

Logo de cara, "2Hearts" mostra que os esforços para agradar foram extremamente não saíram pela culatra – muito pelo contrário, não poderiam ser mais bem-sucedidos. O primeiro single saiu com cara de electro-rockinho bacana, daqueles tinindo de modernos vindos de um recôncavo improvável do mundo e divulgado por MySpace, sabe como? A única diferença é a qualidade do som, coisa de gente grande do início ao fim.

Viciante, "Like a Drug" faz jus ao nome. Sintetizada, traz uma sensualidade elegante e madura que passa longe da cachorrice de Britney e sua seguidoras louras americanas. Perto do mulherão Minogue, não passam de menininhas no meio da menarca. Ainda que dançante, "In My Arms" peca por lembrar demais um sucesso passado – "I Can`t Get You Out of My Head" – e ter cara de boto – ou seja, muita produção demais, até para uma cantora pop.

A excelente "Sensitized" começa ao som da cuica mais famosa da música: trata-se de um sample de "Bonnie et Clyde", que Serge Gainsbourg imortalizou ao lado de Brigitte Bardot. Mas os dois cantantes não aparecem em momento algum, deixando os vocais sensuais em nome da dona da versão. Em "Nu-di-ty", o risco adotado é uma brincadeira de hip hop, que logo dá lugar à provocação em tatibitate que só ela faria sem beirar o ridículo.

"Heart Beat Rock" é capítulo a parte e, como tal, merece parágrafo próprio. Esta faixa prova a diferença que um produtor excepcional tem se comparado com um bom e reafirma que trabalho autoral é reconhecível de longe. Calvin Harris colocou Kylie em seu universo de batidas oitentistas e ela conseguiu se encontrar bem por lá. Sem dúvida, uma das melhores faixas do trabalho.

Das 13 faixas, apenas três não se saem bem na pista ("No More Rain", "All I See" e "Cosmic"). Ou seja, Kylie dá 10 para a pista – sem pular ou tirar, já que as estagnadas ficam reservadas ao fim do disco. Para dançar, seja na sala de casa ou planejar um setlist para a próxima desta, vale dar o play e desencanar. Afinal, em dez álbuns, ela já aprendeu tudo que deveria.

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Tags: Sem categoria Publicado por Erison em 5 de dezembro de 2007 às 18:10

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