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Entrevista para o Herald Sun

Depois de anos sentindo a pressão de provar seu valor, a cantora pop australiana diz que finalmente está contente com sua performance ao vivo.

É difícil imaginar que ela estivesse se sentindo qualquer coisa além de confortável em seu novo show, Aphrodite: Les Folies 2011. Destemida, magnética e segura de si são apenas poucas palavras que descrevem a presença imponente de Kylie no palco.

“Esta é quem eu sou. A voz que sai da minha boca é a minha voz. Não espere vir e ouvir Etta James porque isso não vai acontecer,” diz Kylie, que celebrou seu 43º aniversário ontem.

Eu costumava ser tão, mas tão estressada com isso, principalmente sendo pressionada várias, várias e tantas outras vezes. De alguma maneira eu superei isso – diga o que quiser. É ótimo me sentir confortável depois de tantos anos com isso sendo um dos focos negativos. Não quero me prolongar muito nesse assunto, mas você pode imaginar, quando esse é o seu trabalho e você tenta fazer um bom show ao vivo, um show ao vivo (de verdade), o que não é tão comum no mundo pop como o conhecemos.

Kylie está sentada na beirada de um sofá branco, nos bastidores do seu camarim no O2 Arena de Londres. A sala oferece uma rara visão do artista – é pequena e modesta, separada em duas áreas.

Em um lado está sua área de maquiagem, do tipo nostálgico com um espelho e luzes ao redor dele, e uma mesa cheia com todos os tipos de cosméticos. Seus trajes elaborados estão pendurados em cabides em um rack. No outro lado estão os sofás – a área de relaxamento da Kylie. Cerca de uma dúzia de fotografias da família de Kylie, impressas em papel A4, enfeitam as paredes, coladas com fita adesiva.

Um aroma doce e forte emana de inúmeras velas providenciadas pelo amigo íntimo de Kylie, florista e decorador de lares Jeff Leatham. Ela está vestindo um vestido de verão. Seu cabelo está solto, caindo sobre os ombros e ela está usando pouca, se é que há alguma, maquiagem. Mas ainda assim, Kylie está radiante, sorrindo de orelha a orelha.

É o amor, é isso que me atrai nesta turnê. Eu sempre digo, se trata de emoção. Você consegue pressentir, ver e sentir a riqueza que há ali e é tudo bondade para dar ao público. Meu entendimento de mim como uma artista é, nesse momento parece que virei uma esquina, esta é minha esquina, minha nova estrada e acho que é uma mistura de várias coisas. É o meu momento, e das pessoas com quem estou trabalhando. A sensação é muito boa.

Kylie entende há tempos a importância de fazer um show espetacular. E a turnê Aphrodite não pode ser descrita como nada menos que isso – deslanchou na Dinamarca em fevereiro e foi muito bem recebida através do globo. Depois da escala de uma versão nos Estados Unidos – ainda um mercado elusivo – finalmente chega a vez do seu lar, quando a turnê chega em Brisbane na sexta-feira.

Ela trabalhou novamente com o colaborador criativo de longa data William Baker no show, que foi inspirado pela Grécia antiga. Só o palco em si – que espirra água na plateia e ao redor de Kylie enquanto ela se apresenta – custou mais de $10 milhões para ser criado.

Vejamos dessa maneira, eu não farei uma grande turnê (novamente) tão cedo. Eu realmente acho que temos aqui algo tão lindo, generoso, apropriado, memorável. Então vou precisar meio que me afastar disso por um tempo porque isso não pode ficar cada vez maior e maior. Como você supera isso nesse ponto? Eu nem iria gostar de saber como superar isso porque nesse momento estou muito satisfeita, realmente orgulhosa desse show como o fizemos.

Mas os fãs não devem ficar preocupados – Kylie não está se aposentando. Seu próximo show será apenas diferente, mais íntimo talvez.

“Isto foi sempre apenas uma próxima turnê, mas agora que deixou as pessoas se sentindo tão bem e emocionadas e contentes, quem sabe?” ela diz.

“Estive falando sobre uma anti-turnê, o que acho uma idéia muito legal. Seria muito gratificante de fazê-la. Seria algo bem pequeno. Seriam apenas pessoas que querem ouvir aquelas músicas e querem aquele tipo de show, então é menos uma questão de ser julgada e tentar impressionar as pessoas que estão prontas para não serem impressionadas. Será só uma coisinha que fazia parte das cartas por um tempo.”

Há um suporte de microfone no lado esquerdo do sofá, levantando a questão de se a Kylie esteve trabalhando em alguma nova canção.

A esmo, sim, mas não é o próximo álbum pop. Não só pelo que isso exige de mim e todas as pessoas envolvidas nisso, mas pelo ponto de vista do público eu não vou apressar isso e no período de seis meses já ter mais um álbum pop. Isso não ia parecer certo.

Os designers Dolce & Gabbana criaram cada um dos lindos trajes de Kylie. De perto, as roupas são ainda mais espetaculares.

“Lá estão elas,” ela aponta para o rack de roupas com um sorriso orgulhoso. “Dolce & Gabbana. É necessário, pessoal, tem que ser algo fabuloso. Acho que eles se superaram. Sinta o peso.”

Em palco, Kylie desliza sem esforços em um vestido prateado holográfico e futurista. Mas, segurando o vestido, você precisa de duas mãos para carregar o peso.

“Balançando em saltos altos, este é o traje mais difícil de vestir. E aí tem o outro. Experimente aquele. É loucura, não? A intenção é que ele pareça gracioso e leve e tudo mais, mas é como se estivéssemos todos remando debaixo d’água loucamente.”

A força de Kylie aparece ao longo do show, não apenas fisicamente, mas emocionalmente. Em março, ela comemorou um marco para sua saúde, completando cinco anos livre do câncer de mama.

Eu fico um pouco sem fôlego em alguns momentos, mas é divertido. Eu adoro. Cometo erros e se eu faço um movimento errado ou me distraio, coisas assim acontecem num show para todos os envolvidos. Talvez os planetas estejam alinhados – tudo se encaixou, não sem lágrimas e testes e todas as coisas que normalmente você espera evitar em cada turnê, mas é impossível evitar.

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Tags: Aphrodite Tour Entrevistas Publicado por James Sabel em 30 de maio de 2011 às 23:27

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