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Kylie fala com o We Are Pop Slags!

Em um coletiva de imprensa para promover seu novo álbum, The Abbey Road Sessions, Kylie Minogue falou com a equipe do We Are Pop Slags sobre seu novo livro, Nick Cave e a concepção do álbum:

Criar o Abbey Road Sessions me permitiu explorar novos caminhos. Eu ainda amo as pistas de danças e não acho que isso me leva para longe delas. Creio que são componentes de um grande círculo que, no fim, se completa e me transporta para um lugar diferente. Participar do Proms in The Park foi a oportunidade que tive de cantar algumas dessas faixas ao vivo: foi a minha primeira participação no evento e cantei na noite de encerramento no Hyde Park!

A cantora ainda afirma que realizar a Anti Tour foi uma completa indulgência – tanto para ela, quanto para seus fãs – e considera que sua carreira tomou rumos sólidos a partir de 1998, ano em que foi feita a primeira versão orquestral de I Should Be So Lucky:

Desde então eu e Steve Anderson sempre retrabalhamos alguns clássicos antigos para as novas turnês. O ‘The Abbey Road Sessions’ nos permitiu ir mais a fundo e trabalhar com mais músicas. Mas eu ainda tenho olhos paras as pistas de dança, e, no próximo ano, estarei trabalhando em um novo álbum!

Steve Anderson foi o responsável por compor novas roupagens para “Step Back in Time”, na turnê X, e a versão balada para “White Diamond”. Steve afirma que o processo de criação desses arranjos leva muito tempo e o controle de qualidade é bem alto: “Tem sempre que ser o melhor”, diz o produtor.

Questionada sobre as lembranças que teve ao revisitar seus grandes hits, Kylie afirma qual a sua regravação favorita:

Com certeza é ‘Locomotion’, eu realmente amo a nova versão! Eu já a cantei de muitas formas e agora esta versão é como se voltássemos para os anos 60! Foi muito divertido gravá-la! Uma das minhas partes favoritas foi cantar o trecho ‘Do the lo, do the lo, do the loco-loco-motion’ e fazer com que todos que estavam no estúdios batessem palmas junto com a canção!

A cantora ainda conta que se surpreendeu com o lado triste, obscuro e angustiante da nova versão de “Never Too Late”. O mesmo acontece com muitos dos seus grandes hits do passado, como “I Should be So Lucky” e “Better the Devil You Know”.

Para decidir as musicas que integrariam o álbum The Abbey Road Sessions, a australiana conta:

Muitas foram escolhas óbvias, como ‘Lucky’ e ‘Devil’. Foi ótimo ter ao meu lado Steve Anderson e Colin Elliot, com quem eu nunca havia trabalhado antes. Colin não trabalha normalmente com alguém como eu, por isso foi bom ter alguém que poderia trazer algo que eu não iria pensar.

Kylie conta que os ensaios aconteceram em apenas uma semana e, mesmo o período sendo curto, foi de trabalho intenso e diversão. Durante esse tempo, a cantora pode reencontrar Nick Cave, com quem realizou um dueto em 1995:

Foi incrível reviver Elisa Day novamente em ‘Where The Wild Roses Grow’. Eu estava tão emocionada que Nick Cave concordou em regravar a música! Enquanto estávamos em estúdio, havia uma equipe fazendo os registros em vídeo e ele não queria ser filmado. No final do dia, eu lhe dei muitos abraços e ele ficou com cara de bobo!”

Sobre possíveis parcerias para o futuro, Kylie afirma que gostaria de trabalhar com Brandon Flowers, do The Killers, e Jonsi, da banda islandesa Sigur Rós. Quanto às meninas, a cantora diz que trabalhar com Kimbra ou Sky Ferreira seria interessante:

Agradeço as meninas que estão lá fora fazendo isso melhor do que ninguém, como Beyoncé, e também as que estão começando agora e seguindo seu próprio caminho! Eu estou em algum lugar no meio, creio.

Questionada sobre o X-Factor 2012, Kylie faz uma série de elogios aos participantes e conta que fazer parte da bancada, assim como sua irmã já o fez, é uma ótima forma de interagir com o público:

Se a minha equipe me dissesse ‘Certo, aconteceu uma coisa, você terá que ir la e integrar a bancada’ eu faria isso. Eu tenho certeza de que tenho o suficiente para oferecer como um juiz, afinal, eu já estive no mesmo lugar dos participantes e ninguém me pegou pela mão! Seria ótimo fazer isso por alguém.

Sobre ser uma personalidade pública, a cantora conta que em seus shows tem a liberdade de ser quem ela quiser, interpretando personagens que cativam o publico – que sempre estará la para ver ‘um show da Kylie’. Mas ser um personagem de um filme, como em Holy Motors, envolve um conjunto diferente de elementos:

Quando estava promovendo Holy Motors, eu sempre dizia que ‘Meu personagem é Kylie e assim que eu saio da minha casa eu a projeto sobre mim – mas isso não é necessariamente quem eu sou’. Eu provavelmente estava falando sobre não ser a habitual Kylie neste filme.

Para comemorar o K25, Kylie também lançará um novo livro chamado Kylie Fashion que mostrará os 25 anos de carreira da Kylie através da moda. Em parceria com a editora Thames & Hudson, o livro virá recheado de imagens icônicas e fotos inéditas, como outtakes de vídeos e croquis de figurinos. Sobre essa experiência, a cantora releva:

Foi realmente muito mais difícil do que fazer o álbum. Tivemos que recolher todo o material dos últimos 25 anos, que muitas vezes estavam em formatos diferentes – desde negativos à diapositivos – então tudo foi digitalizado para obter uma qualidade boa o suficiente. Também tivemos que obter permissão de todos os fotógrafos. Foi um pesadelo de trabalho.

Kylie Fashion tem curadoria de William Baker, o aclamado diretor criativo de Kylie, e é introduzido por Jean Paul Gaultier. O livro apresenta textos escritos por diversos designers e estilistas que já trabalharam com Kylie e já esta disponível na Amazon UK.

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Tags: Abbey Road Entrevistas Publicado por Felipe Sudré em 26 de outubro de 2012 às 02:30

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