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Kylie fala sobre seus 25 de carreira em entrevista exclusiva

Kylie conversou recentemente com o jornalista Cameron Adams, do News.com.au. Confira a entrevista na íntegra!

Kylie Minogue não é muito fã de nostalgia. O mundo da música pop, seu lar profissional pelos últimos 25 anos, foi baseado em sempre ir adiante, constantemente buscando o próximo sucesso, sempre uma reinvenção em série.

2012 deve introduzir um novo território para Kylie. Ela o chama de Kylie25. O projeto marcará o aniversário do seu single de estréia, Locomotion, lançado em Julho de 1987, quando Kylie estava no auge do sucesso de sua área originalmente escolhida: a atuação.

Existem todos os tipos de planos com grandes surpresas arquivadas para 2012 – no mês passado Minogue gravou um álbum dos seus maiores sucessos com uma orquestra em Abbey Road. Está sendo conversado sobre o relançamento de seus álbuns com material raro. Ela tem uma visão romântica de uma “anti-tour” onde ela apresentaria músicas mais obscuras de seu catálogo. Um livro e documentário estão em produção.

Consome muito tempo passar por todos os vídeos e fotos para essas coisas. Como qualquer pessoa, você vê uma foto antiga e pelo fato de que tudo isso é uma memória, você se distrai.

Diferente da maioria, sua vida foi documentada extensivamente por quase 30 anos.

“Tem muita coisa pra olhar,” Minogue, 43, diz. “Eu estou abraçando isso, mas é cansativo. Existem tantas seções fotográficas. Deixa-me espantada ver o quanto eu já fiz e como eu era um bebê quando comecei.”

Kylie25 vai se iniciar na Austrália. O primeiro passo – Minogue vai ganhar posse na Galeria da Fama ARIA no domingo.

“Deus, 25 anos!” ela fala entre as lições que dá aos competidores do X Factor sobre como trabalhar em palco.

É incrível. Especialmente receber a honra na Austrália considerando que nem sempre foi uma jornada fácil aqui. Aceitarei isso com muito orgulho.

Por anos, criticar a Kylie foi um esporte nacional. Minogue tinha quem a odiasse antes mesmo dos odiosos serem inventados. Ela era a garota que deu sorte com I Should Be So Lucky. A receita de como passar da TV para as paradas pop. Mantendo sua abordagem de classe, Minogue nunca mordeu essa isca, simplesmente levando os altos e baixos de sua carreira e no fim dos anos 90 reinventando a si mesma com uma atuação em turnê, começando com a turnê australiana de baixo orçamento Intimate and Live em 1998.

A turnê de $25 milhões Aphrodite Les Folies em 2011 passou pela Europa, Ásia, África do Sul, Austrália e Estados Unidos. Em um momento da turnê, um cover de If You Don’t Love Me de Prefab Sprout (do lado “B” de Confide in Me de 1994), foi apresentado somente com Minogue e um piano.

Mesmo depois de 10 turnês mundiais, os comentaristas ficaram surpresos por Minogue cantar ao vivo – e fazendo isso impressionantemente bem.

“Estou abismada,” ela fala, referindo-se às acusações de dublagem. “Vou ver isto como um elogio se você acha que ficou tão bom que só pode ter saído da gravação.”

Estou cansada de falar. Quem precisa saber, sabe. Até quando eu não fazia ideia do que estava fazendo, cada show de turnê foi 100 por cento ao vivo.

Quando eu estava com medo e sabia que as pessoas iriam dificultar pra mim a respeito da minha voz, sim eu poderia ter optado pela saída mais fácil (e feito mímica). Mas não fiz isso. E é ótimo.

Um pouco antes, Minogue foi a primeira a admitir que não era a melhor cantora do mundo. Nos dias de hoje ela destaca como fazer turnês e afiar sua ferramenta melhorou sua voz.

Tenho orgulho disso, sim. Mais do que ter orgulho é aceitar – o que eu fiz por muito tempo – você pode bater na mesa e discutir com as pessoas que não gostam ou não avaliam sua voz, tudo bem. Mas é a minha voz. É a coisa mais importante. Ninguém mais no mundo soa como eu.

É a minha ferramenta de comunicação. Comunicação é a coisa mais importante no meu trabalho. Não estou cantando apenas para ouvir o som da minha voz.

Foi a banda de sua turnê Aphrodite que Minogue juntou em Abbey Road para regravar seus maiores sucessos. Assim como performances com uma orquestra, alguns foram refinados para apenas violão ou piano.

Quando mostrou o trabalho para sua gravadora EMI, ela recebeu elogios.

As pessoas diziam, ‘Nunca ouvimos você dessa forma, estamos muito impressionados’. A coisa mais louca é que cantar com uma orquestra é um bilhão de vezes mais fácil do que em um show pop. É moleza.

Fazer um show pop com roupas malucas, você não consegue andar, não consegue respirar, acabou de correr para trocar de roupa rapidamente, você tem dois segundos para se recompor, é você contra tudo.

“Então as gravações em Abbey Road foram um prazer absoluto. E você ouve falar tanto de Abbey Road, o mito, e eu pensei, ‘Sério, é mesmo isso tudo?’ E realmente, é sim.”E aí temos a “anti-tour” – “Estou encantada com essa idéia,” ela diz. “Nunca ouvi falar de alguém fazendo isso.”

Surgiu quando ela era constantemente questionada sobre como ela iria superar a enorme turnê Aphrodite.

Não sei como vou superar fontes aquáticas, o que é uma loucura. A turnê favorita de algumas pessoas ainda é a Intimate and Live onde eu tinha apenas alguns trocados para investir.

Minogue pediu aos fãs que postassem no Twitter suas canções esquecidas favoritas com a hashtag “antitour”.

Existem tantas músicas, o que é um grande problema. O motivo de eu ter pensado nisso foi, quando você está nos shows grandes você tem a obrigação de cantar uma sequência de sucessos. Como você torna isso maior ainda? Não tem como, você tem que ir na direção completamente oposta.

Não sei ao certo quando vou fazer isso. Não quero passar muito tempo ensaiando, quero que pareça fresco, orgânico e libertador.

Será que essa é a forma de ela retribuir aos fãs mais leais do pop?

Sim, mas é também para mim mesma. Sair das pistas, fazer uma curva que não era pra você fazer. É meio indulgente, mas nunca tem tempo suficiente.

Minogue confirma que a turnê, quando acontecer, vai vir para a Austrália.

Eu estaria muito encrencada se não viesse pra cá.

Para uma mulher que admite que luta para lembrar as letras de alguns dos seus vários sucessos, a anti-tour será um desafio.

Ah, vou precisar de um painel com as letras, com certeza. Eu imagino que os fãs vão fazer a lição de casa e saber todas as letras melhor do que eu. Isso me deixa bem ansiosa.

Minogue também usou o Twitter recentemente para esclarecer uma matéria da mídia (com uma foto nada agradável) sobre seu rosto não sair do lugar.

“Me deixou chateada, pra não dizer mais,” Minogue fala, ressaltando que seu rosto não rejuvenesceu no último ano.

Aquela foi uma foto bem infeliz. Eu pensei comigo mesma, ‘Quem será que eu chateei? O que eu fiz?’ Tenho certeza que havia outra imagem daqueles 10 segundos de fotos que eles tiraram que não era uma foto ruim.

Depois de passar da janela de cinco anos, a sobrevivente do câncer de mama abraça a filosofia de Dannii de que somente os sortudos chegam a ficar mais velhos.

“É uma ótima forma de pensar sobre isso,” Minogue fala referindo-se a envelhecer. “Sinto-me bem. Agora, por causa do jetlag, me sinto com 103 anos. Mas foi um ano bom.”

Ainda de paquera com o namorado modelo Andres Velencoso, que está na Austrália para ver a posse dela na Galeria da Fama, Minogue conquistou seu lugar na história da música australiana como uma das estrelas pop mais bem sucedidas.

De uma maneira geral eu sei o que estou fazendo. Aprendi o que é ser uma boa estrela pop. Não existe um atalho para aprender a usar suas ferramentas, depois de todas estas experiências você tem a sensação de que merece e conquistou isso.

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Tags: Anti-Tour Austrália Entrevistas K25 Publicado por James Sabel em 26 de novembro de 2011 às 18:23

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