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Kylie: ‘A vida é difícil, então levo a alegria muito a sério agora’

Kylie Minogue retorna à Manchester na semana que vem para quatro noites no MEN Arena. Paul Taylor conversou com ela para falar sobre seu show espetacular, sua afinidade com Manchester e a missão de sobrevivência ao câncer.

Kylie tem uma voz que tine em sorrisos. Ela tem toda a alegria contagiosa que você esperaria da garota que um dia já falou sobre como ela deve ser Lucky, Lucky, Lucky (sortuda).

E talvez seja por isso que, cinco anos após terminar seu tratamento bem-sucedido, ainda é difícil pensar na Kylie como alguém que sofreu de câncer de mama. Ou quem sabe é exatamente por isso que ela é um ótimo exemplo para outros passando pela mesma doença.

Ela está ciente dessa responsabilidade?

“Não é uma coisa que você imagina fazer parte da descrição do seu trabalho,” Kylie devaneia. “Mas é um papel do qual me orgulho, de certa forma.”

A vida é difícil, no fim das contas. Então se eu puder fornecer momentos de esperança ou escapismo, acho que isso vira uma parte enorme da descrição do meu trabalho, e eu levo a alegria e o escapismo muito a sério.

Então o escapismo é parte da terapia?

“Sim. Não sei se foi parte da minha terapia quando passei por isso, mas espero que seja uma coisa que dê um pouquinho de luz na escuridão.”

Sempre tive compaixão. Sempre arrumei tempo para inúmeras caridades, e caridades relacionadas ao câncer também. Ainda faço isso, mas as pessoas sabem (agora) que não é uma coisa superficial, só por causa da minha experiência.

Enquanto a turnê Aphrodite: Les Folies de Kylie Minogue está a caminho de Manchester, nos é prometido hit após hit um acompanhamento de mitologia Grega e uma apimentada com um show masculino no estilo Las Vegas. Espetacular não faz justiça a isso.

“Acho que o público pode esperar… um espetáculo espetacular,” comenta Kylie, falando de Dublin enquanto se prepara para tirar um “uau” de outro público.

É um show que, entre outras coisas, vê Kylie em uma pose similar à pintura de Botticelli “The Birth of Venus” (mas a Kylie tem um pouco mais de roupas) e que traz ela dançando sensualmente como uma mensageira alada dos Deuses do pop, com uma vasta trupe de dançarinos ajudando a dar vida à uma visão da mitologia Grega. Então como se sente por ser uma Deusa todas as noites?

“Talvez por algumas horas, eu seja,” ela ri. “O resto do tempo eu passo tentando ser… ou percebendo que não sou!”

Suas quatro noites no M.E.N. Arena a trouxeram de volta ao local em que ela já cantou mais do que qualquer outro ao longo de sua carreira.

Absolutamente adoro cantar naquele lugar. Eu simplesmente sei que vai ser bom. O público é incrível, muito vocal. Do ponto de vista do cantor, é ótimo.

Mas com apresentações em 1, 2, 4 e 5 de abril, isso deixa Kylie com um dia inteiro livre em Manchester. Justin Bieber andou de kart e praticou snowboard durante sua breve estadia em Manchester. O que será que Kylie planeja para seu dia livre aqui?

“Além de descansar, a coisa mais fácil de fazer é visitar algumas lojas,” ela diz. “As garotas vão saber do que estou falando. Metade do tempo não se trata tanto de fazer compras, mas sim de ir até a cidade e fazer coisas normais.”

Perambular pelas lojas ainda é possível para uma das mulheres mais reconhecidas do mundo?

Bem, não exatamente como a maioria das outras pessoas, mas, sim… Eu não me importo.

Nascida na Austrália, um lar em Londres, um namorado, Andres Velencoso, da Espanha e uma agenda de turnê que a leva à maioria dos cantos do globo, Kylie se parece com uma cidadã do mundo. Ela se sente enrizada a vários lugares… Ou simplesmente sem raízes?

Os dois na verdade. A melhor maneira da qual posso descrever isso é que minhas raízes definitivamente estão na Austrália, meu ‘tronco’ provavelmente começou como australiano e se tornou bem inglês, e aí meus ‘galhos’ se espalharam por toda parte.

“Às vezes eu queria ter raízes mais fortes, e estaria mais perto da minha família, e fico imaginando como minha vida teria sido se eu tivesse ficado em casa. Mas esta é a minha vida, então, você está certo, sou uma cidadã do mundo. Preencher os formulários de imigração, quando ele pede ‘Você é de…?’, eu não sei. Não sei pra onde vou também, apenas me deixe entrar!”

Nossos espiões no MEN Arena nos contaram que a figura sensual favorita do pop, agora com 42 anos, é uma das pessoas mais agradáveis nos bastidores. Longe do ego monstruoso de algumas megaestrelas, Kylie é conhecida por socializar com os garçons que ela conhece durante suas longas estadias por aqui.

Ajudando a celebrar seu retorno à Manchester, junto com um grupo de seus correspondentes, estará William Baker – o ex-membro da Manchester Grammar school que passou a ser o estilista de Kylie e o visionário responsável por shows com o atual.

Ele foi muito importante nos últimos 15 anos e tenho muito orgulho dele. Vi seu desenvolvimento de um adolescente que me abordou na rua, e eu só pensei ‘gosto de você’, para agora ser reconhecido como um dos mais modernos criadores de espetáculos e diretores.

Foi Baker quem, é claro, colocou Kylie nos shortinhos dourados que foram creditados por ter a relançando na carreira. A minúscula peça de roupa acabou emoldurada em uma exibição da parafernália da Kylie que veio à Galeria de Arte de Manchester em 2007.

Quando seus pertences acabam como peças de museu, isso pode fazer uma pessoa sentir sua própria importância ou completamente maluca com o absurdo que é isso, não é mesmo?

Se eles me tratarem tão bem quanto aqueles shortinhos quando eu for mais velha, ficarei muito feliz. Com a temperatura controlada, eles são mantidos atrás de um vidro… São admirados. Eles têm sido meio aposentados, mas têm uma vida legal, eu acho.

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Tags: Aphrodite Tour Entrevistas Publicado por James Sabel em 26 de março de 2011 às 12:38

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