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O que acontece com uma grife após a morte de seu fundador?

Paris (Reuters) – O que acontece
com uma grife após a morte de seu fundador? Se for a Chanel,
ela tem vida longa e fértil sob a égide de um novo estilista.
Karl Lagerfeld tem tido grande cuidado em preservar
o legado de Gabrielle "Coco" Chanel, e, ao
mesmo tempo, conduzir sua grife para o século 21.
O italiano Valentino espera conseguir ter a mesma longevidade.
Em 2002, ele vendeu sua grife ao grupo Marzotto, visando
mantê-la viva depois que ele se retirar de cena.
A questão da sucessão se torna especialmente urgente num
momento em que muitas maisons dependem de nomes veteranos do setor da
moda para liderar suas divisões de alta-costura, que passam por
dificuldades financeiras.
A tradição de produzir roupas feitas sob medida, usando
técnicas que requerem uso intensivo de mão-de-obra altamente
especializada, está desaparecendo em ritmo acelerado.
A estilista japonesa Hanae Mori, uma das poucas que,
sob as normas rígidas ditadas pelo governo francês, podia
ter seu trabalho classificado como alta-costura, se aposentou no ano
passado, aos 78 anos. Emanuel Ungaro, 71 anos, outro
veterano célebre do mundo da alta-costura, desistiu de promover
desfiles.
Será que Lagerfeld e Valentino
vão demorar a seguir seu exemplo?
O líder da Chanel está com 66 anos, mas
diz que não tem intenção alguma de afastar-se do
mundo da moda. De fato, sua coleção de alta-costura de
primavera-verão, que Lagerfeld expôs na
terça-feira em Paris, provou que o estilista está no auge
de sua forma.
Os convidados, entre os quais a popstar Kylie Minogue,
ficaram boquiabertos vendo as modelos desfilarem em torno de uma fonte
no formato do logotipo da Chanel, formado por um C
duplo, usando vestidos de coquetel inspirados nos jardins franceses
do século 18. Uma criação cor-de-rosa era recoberta
de fitas e minúsculos botões de flor, e um vestido dourado
e branco era feito de milhares de pétalas de tecido, criando
um efeito de penas e luz.
Lagerfeld, que recentemente criou um sucesso absoluto
sob a forma de uma linha de prêt-à-porter para a rede varejista
H&M, usou metros e mais metros de chiffon preto, sua marca registrada,
para fazer vestidos de noite dramáticos que atraíram a
atenção da atriz Joely Richardson. "Foi
uma coisa de contos de fadas, a fantasia de qualquer garota"
,
disse à Reuters a atriz, estrela do seriado "Nip/Tuck",
sobre cirurgia plástica.
O desfile de Valentino, na noite de segunda-feira,
teve ares de retrospectiva. As modelos desfilaram 37 criações
inspiradas por locações que variavam de Seattle a Cingapura,
levando o estilista de 72 anos a ser ovacionado em pé. Um vestido
de seda preta, usado com luvas longas de cetim, remeteu àquele
que Rita Hayworth usou em "Gilda". Um casaco
de brocado amarelo, com estampa de flores, usado com vestido de renda
marfim, ganhou o nome de "Missão em Moscou".
Embora alguns especialistas critiquem seu viés conservador, Valentino
continua a ser a escolha número 1 das estrelas que percorrem
o tapete vermelho. Apenas na entrega dos Globos de Ouro, este mês,
ele vestiu Halle Berry, Naomi Watts, Kate Winslet e
Jennifer Garner.
Resta a ver se as estrelas vão continuar
a procurar sua grife depois que o próprio Valentino pendurar
sua linha e agulhas.
Vejam algumas fotos do deslumbrante desfile da maison Chanel:












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Tags: Sem categoria Publicado por Erison em 26 de janeiro de 2005 às 12:57

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