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Site Francês entrevista Kylie

Em sua rápida passagem por Paris, Kylie conversou com a equipe do Charts In France sobre o K25. A australiana conta que as origens do The Abbey Road Sessions, projeto que traz regravações de hits da cantora em orquestra sinfônica, está na versão de “I Should Be So Lucky”, apresentada na Intimate and Live Tour:

Naquela época, eu adorei trabalhar com a canção dessa forma diferente. Eu estava em um ponto diferente da minha carreira, onde eu queria deixá-la de lado por um tempo. Mas a fama de ‘Luck’ era maior e então fizemos aquela versão de balada!

A Intimate And Live Tour contou com a primeira versão revisitada de uma canção de Kylie, que anteriormente só havia reproduzido remixes ao vivo.

Kylie afirma que trabalhar no projeto The Abbey Road Sessions foi um grande sonho que cresceu de forma gradual a partir de pensamentos como “o que faremos para comemorar esse 25 anos?”. Durante a Aphrodite: Les Folies Tour, a cantora fez uma versão acústica da canção “Breathe”, que logo ganhou o aval dos fãs:

A reação dos fãs foi tão boa que eu pensei ‘talvez no próximo ano eu possa lançar online todos os meses algo assim!”. E o que parecida simples, sem saber como, se transformou em “Abbey Road Sessions”!

Durante o período de ensaio realizado antes das gravações no estúdio, a australiana conta que “Locomotion” foi a canção que mais complicada de regravar. “In My Arms” ganhou duas versões, que não foram suficientes para compor a tracklist oficial do álbum:

Estávamos hesitantes quanto a incluir ‘In My Arms’. O âmbito do álbum é representar toda a minha carreira, mas se eu pudesse eu teria feito muito mais além de levar hits: eu teria incluído “Limbo”, do álbum “Impossible Princess”.

Kylie se mostra surpresa e mal acredita que completou 25 anos de carreira e, reunindo material dos últimos anos para compor o livro Kylie Fashion, a cantora conta que ao ver suas fotos com 21 anos, uma sensação agridoce passa por suas veias:

É nostálgico, mas, em geral, eu não gosto de olhar para trás: eu olho para a frente! Eu digo que o ano foi cansativo, mas também foi muito emocionante! Eu tenho feito todas estas grandes coisas sem realmente precisar de uma razão. Eu tenho um pouco de tudo juntos sob a égide do “K25″!

A cantora comenta a diferença da atual indústria da música para a que havia na época em que iniciou sua carreira fonográfica, destacando o fato de que hoje artistas têm muito mais oportunidade do que ela sonhava em ter há 25 anos. Como uma dica para os novos cantores, a australiana considera que a qualidade da música sempre dever vir em primeiro plano e que carreiras não devem ser guiadas por personalidade e controvérsias.

Na indústria da música pop, é sempre esperado um lado sexy por parte das cantoras. Kylie, que sempre foi sexy sem cair na vulgaridade, comenta sobre essa necessidade:

Sim, a fronteira é tênue. Para dar um exemplo desta linha fina, posso citar uma estátua que o Madame Tussaud de Londres fez para mim: nós tínhamos concordado deles reproduzirem uma pose de um ensaio fotográfico. Eu só não imaginaria que a estátua seria colocada de modo que as pessoas pudessem ver em muitos ângulos! Então eu pedi para alterarem. Amo fazer coisas ousadas, acho que dá certo porque as pessoas sabem da minha personalidade. Eu não quero a cruzar a linha do vulgar, somente pisar: as pessoas sabem que eu não quero ser vulgar, ameaçadora ou desagradável. Eu amo estar bem no limite, é divertido!

A cantora comenta que considera um hipocrisia o tratamento que é dado a um homem que tira a camiseta na televisão em relação a uma mulher que faz algo sexy. Kylie diz que houve momentos em sua carreira que passou por situações semelhantes:

A única coisa que sempre me incomodou foi o fato de, por trabalhar com entretenimento, alguns me julgarem como menos inteligente e diminuir o meu valor como pessoa. Eu trabalho tanto quanto essas pessoas! Quanto sexismo, eu realmente não tive a impressão de ser uma vítima.

Em um breve retrospecto de seus álbuns lançados, Kylie comenta a diferente sonoridade e estilo entre eles:

É simplesmente um estado de espírito que eu estava nestes momentos. Eu me rebelei no meu próprio caminho e tudo era reflexo da música que eu ouvia, dos clubes onde eu ia e das pessoas com quem saí… E eu estou muito confortável com tudo o que eu fiz, mesmo os que não foram bem sucedidos comercialmente. Há sucessos de outras maneiras.

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Tags: Carreira Entrevistas Publicado por Felipe Sudré em 4 de novembro de 2012 às 12:02

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