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The Independent faz review do álbum Aphrodite Les Folies

Confira um review do álbum Aphrodite Les Folies (Live In London) feito por Andy Gill para o jornal britânico The Independent. O jornalista deu 4 das 5 estrelas para o álbum.

Agora é a época, aparentemente, dos vários álbuns ao vivo, e o mais extravagante deles – e, devemos ressaltar, o mais cativante de todos – é este pacote com o CD duplo e DVD do show Aphrodite Les Folies de Kylie, gravado no O2 Arena.

Você consegue ver perfeitamente onde o dinheiro do seu ingresso foi gasto, e infelizmente não foi tanto na música quanto no palco, com o falatório da introdução com fumaça, espelhos e os movimentos corporais criados para apreciar a grandiosidade do palco Parthenon antes mesmo de a própria Kylie aparecer, reclinada em uma concha gigante. As túnicas sedosas e transparentes vestidas por ela e por seus dançarinos enfatizam o tema “clássico”, enquanto acontece a abertura com “Aphrodite” acompanhada de uma introdução com harpa que leva à “The One”, parecia estranho que a audiência se empolgaria com passos de dança tão lentos – estava mais para um balanço de braços e pernas do que dança mesmo, criados provavelmente para permitir que ela cantasse de verdade ao invés de apelar para a mímica como muitos de seus pares.

Realmente, os vocais dela foram sem dúvida o destaque musical do show, enquanto ela trabalha os falsetes de canções como “I Believe in You” e “There Must be an Angel” de Annie Lennox com uma naturalidade impressionante e praticamente sem esforço. Lembro-me de ter visto Michael Jackson no estádio de Wembley há alguns anos, e ficado desapontado pela fisicalidade da sua apresentação ter impedido ele de cantar partes que exigissem mais dele, que foram claramente dubladas por uma cantora de apoio. Mas não foi o caso aqui: as coreografias foram mantidas leves o suficiente para que Kylie lidasse com suas principais tarefas como cantora.

Não apenas leves, mas na maioria dos casos foi moleza, já que Kylie passa longos períodos do show sendo idolatrada: em um Pégaso rosa, dourado e sedoso para “Illusion”, conduzindo uma carruagem puxada por quatro escravos em “I Believe in You”, e o mais espetacular de todos, montada em um anjo negro por cima do público em “Closer”. É tudo muito divertido, apesar de que depois de um tempo o tema clássico começa a perder um pouco do impacto. Não me importo pelos Espartanos sendo cobiçados por Kylie e suas cantoras durante “Wow”, ou os leves toques de dominação e submissão no palco, mas ultimamente é o máximo que dá para tirar de imitações de danças Gregas e orgias Romanas.

Isto é percebido bem próximo do início, quando Kylie se livra do robe grego, reaparecendo com uma cartola e crinolina preta em alguns números incluindo ”Spinning Around”, antes de trocar para um vestido diáfano em meio a penachos no estilo Busby Berkeley para combinar com a ambientação jazz de “Slow”, e então um vestido amassado laminado para “Can’t Get You Out of My Head”, o que surpreendentemente traz um espírito mais rock do que o costumeiro toque disco. Depois de algumas trocas de roupa, os shortinhos aparecem para “Better The Devil You Know” antes do show atingir o clímax com um ridículo final da fonte banhando as beldades, o qual deve ter testado até o limite todos os perigos óbvios de saúde e segurança.

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Tags: Aphrodite Les Folies Live in London Aphrodite Tour Publicado por James Sabel em 27 de dezembro de 2011 às 10:05

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